sábado, 13 de março de 2010

Nunca!

Não pode viver sem ela. Não pode, não quer, não ia conseguir. Não depois de tudo. Não depois de estar sempre lá. Não depois do ampáro, do carinho, do sorriso, dos dias, dos anos, da protecção, das gargalhadas, das histórias. Não pode. Nem tão pouco imaginar. Seria arrancar-lhe o coração do peito a sangue frio. Seria Cortá-lo em mil pedaços e mantê-lo preso ao corpo, assim, sem vida. Não lhe falem em destino, não lhe falem em tempo, muito menos em vida. Não falem. Não vai acontecer, não vai sequer imaginar que possa acontecer. Nunca, Nunca, Nunca.


Tinha medo, tem medo, vai sempre ter e nunca vai admitir. Nunca.
Assunto encerrado.



quinta-feira, 11 de março de 2010



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domingo, 7 de março de 2010

Expressões

Estava a pouco mais de um metro de distância dela. Olhava o infinito, tentava esconder o cansaço que as quase oito horas de trabalho tinham feito com o meu corpo. Ela conversava com uma menina sobre um qualquer assunto da actualidade ou da própria vida. Não percebi bem, e para ser sincera estava demasiado exausta para querer perceber. Despediram-se. Ao longe ainda a ouvi gritar um "Parabéns pela simpatia". Olhou-me durante apenas dois segundos e escapou-me um sorriso. "A menina também é muito simpática". "Eu?", como poderia ela saber da minha simpatia sem termos trocado uma palavra. "Sim, ri com os olhos."

Nunca a tinha visto, não me lembro da voz e nem tive tempo de lhe perguntar o nome, mas aquela mulher de cabelo grisalho disse-me uma das coisas mais bonitas que já ouvi sem eu ter feito nada para merecer.